E então ele entra. Sujo, mal-cheiroso, sem pingo de banho de vergonha. Já não vale a pena tentar, tentar disfarçar. As tatuagens nas mãos, o discurso deslizante.
"Seringa de insulina?". Consulto, penso, e espero. "Sim, sim, tenho. Só um momento."
E eis como em algumas, raríssimas, situações, a chaga que é a Diabetes até aparece como alternativa menos grave. Mas que sabemos nós afinal? Talvez ele volte limpo, talvez lave as tatuagens dos braços, talvez ainda possa ser uma nova-mesma-pessoa.
"É tudo?"
"Seringa de insulina?". Consulto, penso, e espero. "Sim, sim, tenho. Só um momento."
E eis como em algumas, raríssimas, situações, a chaga que é a Diabetes até aparece como alternativa menos grave. Mas que sabemos nós afinal? Talvez ele volte limpo, talvez lave as tatuagens dos braços, talvez ainda possa ser uma nova-mesma-pessoa.
"É tudo?"
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